O Brasil sorri chorando

Hoje o Brasil ganhou Ouro, Prata, e Bronze. Desde dois dias atrás, ganhou carbono, fogo e lágrimas.

Incrívelmente, parece que o país nunca consegue estar 100%, principalmente perante a mídia. Também perante a realidade. Quando começa a melhorar seu desempenho nos esportes (convenhamos, o Brasil está melhor do que nunca nos esportes), acontecem fatos que acabam por “diminuir o brilho” do nosso querído pais.

Basta Zappear a TV, e vemos o cenário brasileiro: Uma hora se fala de PAN, outrora se fala de TAM. São duas palavras que só rimam na pronúncia, pois nesse momento da história produzem efeitos contrários, apesar de semelhantes. PAN leva as pessoas a apreensão, à torcida, ao entusiamos de ver o país conseguindo se dar bem, mostrando ser “raçudo” e bom numas poucas coisas em que realmente pode ser bom. Já a outra palavra, leva também a apreensão, mas vem também o medo da lista de nomes, pânico ao rever as imagens do acidente em Congonhas, temor em quem gostaria de viajar, e deixa bambas as pernas de quem “precisa” viajar de qualquer forma.

Começam os jogos panamericanos, o Brasil deixa os deputados descansarem, cuidarem de seus animais de estimação, empoeira-se a papelada das CPI’s, perdoa-se qualquer crime… Seria esse o motivo pelos quais os jogos olímpicos foram criados? “Panis et Circensis, esse eu já conheço de longa data”, diria o filósofo Sócrates se estivesse aqui torcendo pelo ouro brasileiro no vôlei feminino. Será que foi porque ele não estava aqui torcendo que o Brasil perdeu novamente o Ouro para Cuba? Será que Sócrates vai voltar e dizer: “Parabéns Brasil!” ? Muito improvável, impossível e muitos outros ‘ins’ que você puder coletar aí no seu buscador predileto.

Assim, vemos um Brasil Sorrindo, mas um sorriso que sangra muitas lágrimas, das quais não podemos diferenciar se de alegrias ou de tristezas.

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