Testando Javascript

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Outro dia, um grande amigo me perguntou como fazia para automatizar o teste do Javascript desenvolvido em vários browsers. Para ser bem sincero, eu não utilizo nada além de vários browsers diferentes instalados em cada uma das minhas máquinas (virtuais ou não), cada uma com um sistema operacional diferente  (Ubuntu 10.10 e 11.04 , Windows XP, Vista e 7 e carente de um Mac por enquanto…).

Realmente, mesmo usando o Synergy e uma boa configuração de rede local, ainda fica um pouco trabalhoso… Então resolvi pesquisar algumas ferramentas que poderiam ajudar nessa árdua tarefa, e creio que muitos vão agradecer pelas dicas e até colaborar com dezenas de outras nos comentários. Nem todas visam automatizar o teste em escala, mas todas vão facilitar alguma fase dos testes para que seus projetos tenham um excelente resultado

BrowserShots

Essa ferramenta vai mostrar pra você como seu site irá “renderizar” em diversos browsers diferentes, sem que você os tenha instalado, permitindo que você identifique problemas de compatibilidade mais rapidamente (principalmente se você se valeu de javascript para trabalhar estilos/css)

ScriptCover

Recém-lançado pelo Google, essa ferramenta fornece estatísticas de cobertura de código linha-a-linha, permitindo que você analise (em tempo real até) quantas vezes uma determinada instrução foi executada durante o uso da página. Essa extensão do Chrome funciona desde o instante inicial de carregamento da página e continua enquanto o site vai sendo utilizado, sem atrapalhar o usuário. Excelente  também para debugar códigos complexos, que porventura venham a falhar misteriosamente em algum browser específico (para não dizer logo I.E.).

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Esse framework permitirá que você trabalhe na filosofia TDD (Test Driven Development), integrando-o a sua IDE (Eclipse, por exemplo) para automatizar a execução dos testes tão logo você modifique os arquivos do projeto. Exige uma preparação dos cases de teste, mas já que estamos falando de TDD, isso não será o problema. Confira nesse post a apresentação na época de lançamento onde é demonstrada a praticidade do mesmo.

QUnit, a filosofia jQuery também nos testes

QUnit é um poderoso framework de Unit Test que o ajuda a depurar o código. É escrito por membros da equipe de jQuery, e é o conjunto de testes oficial para este famoso framework. Ele é também o suficiente para testar qualquer código JavaScript regular, e é ainda capaz de testar Javascript server-side, através de algum mecanismo de JavaScript como Rhino ou V8.

Jasmine

Não, você não vai contratar uma estagiária chamada Jasmine para fazer o le-rê-le-rê de abrir páginas e págians em todas as máquinas do seu escritório. É um framework BDD, Behaviour Driven Development, ou seja, desenvolvimento orientado a comportamento. Para quem acha o TDD coisa do passado.

W3C Validator

Não menospreze-o. Alguns acham cafona, outros, nem sequer ouviram falar. Mas pense: se o código está de acordo com Standards, a chance de renderizar igual na maior parte dos browsers também é maior! E também, pode ser um excelente atalho para encontrar algum problema misterioso que não consta nos consoles.

Firebug

Apesar de usar o Chrome a maior parte do tempo, ainda acho a versão Firefox da extensão de desenvolvimento web mais prática e rápida para ajudar no debug, teste e inclusive no desenvolvimento (quem nunca desenvolveu uma linha de código javascript direto no console pra depois copiar e colar no código-fonte que atire o primeiro mouse!)

E você, usa alguma outar ferramenta para facilitar o testes Javascript? Por favor, ajude-nos!

Meu Ambiente de trabalho em 7 itens

Development tools, THLopes.comSeguindo a “corrente do bem” que chegou até mim via Rocha C. Bruno, segue minha lista para Meu ambiente de trabalho em 7 items (Nossa, um número realmente pequeno para esse tipo de brincadeira…), vamos lá:

  1. Python: A linguagem mestre, sempre liderando qualquer projeto. Curiosamente, até em projetos onde o Python não é a linguagem principal, ele exerce sua influência: estou sempre pensando “Pythonicamente” para resolver problemas, aplicando o Zen que a comunidade e linguagem prega. Não é apenas linguagem: é Filosofia!
  2. Django: Nem todos projetos são Web, ou 100% Web. Mas os que atendem a esse requisito, sempre tem esse maravilhoso framework direcionando os trabalhos.
  3. Javascript: Para muitos, é algo bizarro. Para mim, que trabalho a maior parte com interfaces e interação do usuário com os sistemas, é a arma. E como já disse para muitos amigos de trabalho: “Para mim, Javascript é o Python rodando diretamente no Browser.
  4. jQuery: Muitas vezes esse framework chega a se sobrepôr a própria linguagem. Em muitos projetos, dá até pra dizer que temos “mais linhas jQuery do que Javascript puro”. Mas o que isso quer dizer? Que Web sem jQuery realmente é muito mais difícil e demorado! Gosto tanto do framework que criei até uns plugins
  5. Firebug: Se eu tiver de nomear um dos items como minha Shuriken, o Firebug seria sem dúvida! Muito prático, rápido e a ferramenta ideal para “prototipar” qualquer interface. Ainda mais se o cliente estiver do seu lado, esperando uma resposta sua: Você abre o console, algumas linhas e opções depois, você mostra pra ele como pode resolver  o problema… e negócio mais próximo de estar fechado!
  6. Mercurial-HG: Devo confessar, antes usava SVN, e quando a vida me exigiu mudar para Mercurial, tive um pouco de resistência. Mas hoje, alguns meses depois, só vejo vantagens, principalmente  após usar os excelentes recursos do Bitbucket e saber que várias boas ferramentas que utilizo, inclusive o próprio Python, tem seu código armazenado por lá, e também que Mercurial é uma ferramenta escrita em Python.
  7. Eclipse: Não vou morrer se o Eclipse não abrir… mas vou ganhar várias horas de lazer com algumas praticidades que ele traz: com essa IDE, eu centralizo diversas outras ferramentas, libraries, automatizo alguns procedimentos, debugs, vários ambientes de execução e depuração customizados com fácil acesso… enfim, um verdadeiro Canivete Suíço! Claro, ele tem que estar turbinado com alguns plugins, tais como: Aptana, PyDev, Mercurial, etc.

E assim como outros fizeram, vamos às menções honrosas de outras ferramentas que fazer uma pontinha no ambiente com menos frequência. Percebam que muitas ferramentas são claramente feitas para rodar em Windows, geralmente para suprir necessidades que são padrão no Linux

  1. Ubuntu: Companheiro de cada dia! Geralmente uso Windows por conveniência (sempre compro notebooks com Windows original pré-instalado, e dá uma preguiça de instalar e configurar um novo sistema… apesar de que nas últimas versões de Ubuntu esse processo estar facílimo!). Certas coisas na vida de um desenvolvedor só são possíveis num sistema Linux, e Ubuntu é o mestre nesse aspecto. Um exemplo é um projeto recente que estou trabalhando que envolve processamento de vídeo, usando FFMpeg e PyFFMpeg. Praticamente impossível de rodar em Windows… porém, no Linux, é mamão-com-açúcar
  2. Google App Engine SDK: Ferramenta essencial para projetos dentro da plataforma do Google. Quando usando com Eclipse, basta integrar no ambiente ou no projeto e o Eclipse/Pydev faz toda a interface pra você.
  3. Putty: Quando não no Linux, uma ferramenta essencial para conectar-se a sistemas remotos.
  4. iPython: Mão na roda para agilizar alguns comandos experimentais e em testes (Experimentando o DreamPie também)
  5. XAMPP: Outra ferramenta indispensável quando desenvolvendo fora do Linux
  6. phpMyAdmin: Muita gente torce o nariz, mas essa ferramenta é muito boa e prática. Só não é melhor por não ser em Python, :D .
  7. Skype: Para conversar com a equipe, clientes, e até fazer pequenos treinamentos
  8. DropBox: Backup e compartilhamento entre máquinas remotas. Uso principalmente como backup automatizado do meu ambiente de desenvolvimento remoto e até apaga alguns
  9. VMWare Player: Para rodar mais de um sistema de uma vez, permitindo testes (compatibilidade e usabilidade) mais rápidos e práticos
  10. VNC / Win2VNC: Também para rodar mais de um sistema de uma vez, mas aqui, para controlar mais de uma máquina com um único teclado e mouse, não para visualização remota (inclusive, acho horrível…)
  11. Pencil (Firefox Add-on): Para fazer Wireframes

Para dar continuidade, convido os amigos para seguir nesse trend:

@mauriciosl
@jeanwainer
@ergalassi
@marcelohonorio
@odranoel
@Ericgoes
@marcosriso

Minerando Eleições: opSys, versão 2.0

opsys-logo
Algumas semanas atrás, liberei a segunda versão do opSys, ferramenta para mineração de opiniões em conteúdo Web. Agora, com recursos que permitem que qualquer pessoa monte um conjunto (SET) de variáveis e extrair opiniões de acordo com sua necessidade. Assim, você pode configurá-lo para medir a opinião de algum assunto que você gosta, marca, gadget, etc. As aplicações são inúmeras, podendo ser usado em pesquisas para medir uma marca, inclusive. Logo que o usuário acessa, ele tem agora duas opções para visualizar o opSys funcionando: A Análise de Investimentos[bb], que explora notícias e comentários sobre o mundo dos investimentos na bolsa, e também o mais novo Set padrão no sistema: Eleições 2010.

Minerando opiniões sobre as Eleições

A maior novidade é que já criei também um conjunto para analisar as Eleições 2010, ou melhor, analisar as opiniões sobre os presidenciáveis num conjunto de blogs, portais e no Twitter. Serra e Dilma já estão sendo minerados pelo sistema, que vai medir o feeling das postagens relacionadas em diversos sites nacionais, blogs diversos e também citações no Twitter. Claro, essa nova investida vai demandar uma série de atualizações no sistema, muitas delas já planejadas desde o ano passado, mas também algumas que vão surgir nesse novo período. Certamente, mudanças esperadas no ciclo de evolução de um sistema dinâmico na Webesfera.

E nesse ponto, as críticas e dicas dos usuários serão muito importantes! Como nunca, aguardo comentários, críticas e sugestões de todos que utilizarem e avaliarem o opSys, para deixá-lo sempre melhor. Confira agora mesmo: http://www.opsys.com.br

Novidades chegando

Nesse momento, já temos algumas pessoas com habilidades distintas colocando seus skills para funcionar, arquitetando mudanças para o opSys, que o tornaram mais fácil de navegar e “consumir”. Designers[bb], Arquitetos da informação[bb], marketeiros… Logo logo, poderão conferir mais novidades! Aguardem!

Dez coisas que mais irritam os desenvolvedores

Voce-e-Analista-de-Sistemas-Desenvolvedor-Programador

Meu amigo Marcelo Honório traduziu um artigo muito interessnte, que expressa bem o que nós, profissionais do código, sentimos muitas vezes ao longo de nossas carreiras: Dez coisas que mais irritam os desenvolvedores (Claro, muitos podem listar ainda mais… mas essas 10 já resumem bem boa parte delas).

Confira o artigo e comente qual você acha o pior, e caso discorde, por favor, explique porque uma coisa dessas pode não te irritar…

Criando um Ambiente de desenvolvimento com GAE

banner-eclipse-python-gae

Em Abril, participei de um projeto onde precisamos montar um ambiente de trabalho bem bacana, envolvendo tecnologia de Cloud Computing, como o Google App Engine (GAE). Não é uma tarefa difícil, na verdade, relativamente fácil de fazer, mas resolvi documentar aqui para diminuir o trabalho ainda mais de pessoas que procuram uma solução para iniciar seus projetos, ou de quem acabou de pegar uma máquina zerada e quer montar um cockpit de desenvolvimento.

A seguir, a breve lista do que vamos precisar:

Claro, você pode alternar versões ou usar apenas o Aptana Studio invés do Eclipse, mas eu optei pelo Eclipse para poder usar em outras situações.

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Todos querem Cassandra

Cassandra database

Com esse título (e com esse logo), poderiamos começar uma novela. Mas estamos falando de outra novela: a da migração de banco de dados MySQL para Cassandra. Depois do Twitter, agora é o Digg quem decidiu migrar suas bases de dados para esse banco com um nome bem interessante.

Cassandra é um banco de dados pós-relacional. Mas como esse termo não é muito conhecido, utilizaremos o termo NoSQL. Um repositório de dados leve, feito em Java, similar aos famosos CouchDB (outro projeto que, assim como o Cassandra, é incubado na Apache Incubator) e BigTable, utilizando ferramentas similares ao Hadoop (coincidência? Mais um projeto incubado na Apache) e conceitos como MapReduce (para bancos distribuídos). Agora vem o fato mais curioso: Esse projeto foi inicialmente desenvolvido pelo Facebook, e foi aberto (open source) em 2008. Mais uma rede social, crescendo e migrando para bases não-relacionais. Que ironia: justamente as redes sociais, onde as relações são muito valiosas.

Apesar do ganho no desempenho, sei que esse tipo de transição é muito “dolorosa”. Esses tipos de banco de dados não-relacionais realmente podem dar um nó no cérebro dos desenvolvedores. É muito complicado viver sem os joins depois de algum tempo trabalhando com eles.

Segundo os engenheiros do Twitter, precisavam de um banco de dados escalável que “crescesse sozinho”. Realmente, imaginar monstros como Twitter – que cresceu mais de 20 vezes em menos de um ano, alcançado a marca de 50 milhões de Tweets diários – e do Digg (onde muitos usuários compartilham notícias e comentários o tempo todo) e seus dba’s brigando todos os dias para conter a bomba do MySQL, enxertando cada vez mais hardware para que não exploda na cara dos usuários. Nessa hora, é questão de escolha: onde vamos quebrar a cabeça para resolver o problema? Os desenvolvedores decidem.